Quanto mais fácil for para o cliente indicar, mais indicações você recebe — essa é a regra mais importante deste capítulo. Crie um código pessoal simples para cada cliente, que pode ser o próprio nome combinado com um número curto, como “MARIA10”, para que ele consiga repassar sem esforço e você consiga identificar exatamente quem trouxe quem, sem depender da memória de ninguém.
Prepare também uma mensagem pronta que o cliente possa apenas copiar e colar no grupo da família ou no WhatsApp de um amigo, algo como: “Fui muito bem atendido(a) aqui, olha o contato: [link ou número]. Se comprar dizendo que eu indiquei, a gente ganha desconto os dois.” Isso elimina a barreira mais comum, que é o cliente querer indicar mas não saber exatamente o que escrever, e por preguiça de pensar acabar não fazendo nada.
Evite pedir para o cliente preencher formulários longos ou baixar aplicativos só para conseguir indicar alguém. Quanto mais passos existirem entre a vontade de indicar e a ação de indicar, menos pessoas completam o processo — esse é um padrão observado em qualquer tipo de programa que exige cadastro. O ideal é que tudo caiba em uma única mensagem de WhatsApp, sem login, sem senha e sem espera.
- Formulários com mais de 3 campos para o indicador preencher
- Necessidade de baixar um aplicativo exclusivo só para indicar
- Exigência de cadastro com senha antes de poder compartilhar o link
- Regras espalhadas em vários lugares diferentes (site, papel, verbal) sem um texto único
- Prazo de validade curto demais para usar a recompensa, gerando pressa e desistência
Uma prática que funciona bem para negócios locais é criar um link curto e memorável, do tipo “app019.com/indicar/maria”, em vez de links longos cheios de números e códigos que ninguém memoriza nem confia em clicar. Serviços de encurtamento de link são fáceis de configurar e deixam o convite com aparência mais profissional.
Para negócios que atendem presencialmente, vale complementar o código digital com um cartão físico simples, com o nome do cliente e o código impresso, que ele pode entregar na mão de um conhecido. Esse formato físico ainda funciona bem em cidades menores e com públicos que preferem o contato pessoal ao digital.
Teste sempre do ponto de vista de quem recebe a indicação, não só de quem indica. Ao clicar no link ou ler a mensagem, a pessoa indicada precisa entender em segundos: quem está falando, o que está sendo oferecido e o que ela precisa fazer para aproveitar o desconto ou bônus. Se a mensagem gerar dúvida, ela tende a ser ignorada.
Uma professora de reforço escolar que atende alunos em domicílio criava, para cada família cliente, um código simples formado pelo primeiro nome do responsável e um número, como “CARLA05”. Ao final de cada mês, ela enviava uma mensagem única perguntando se a família conhecia outro pai ou mãe interessado em reforço escolar, já incluindo o código pronto para repassar. Em poucos meses, quase um terço dos novos alunos passou a vir por esse canal, sem nenhum gasto com divulgação paga.
O ponto-chave desse exemplo é a simplicidade: nenhuma família precisou preencher formulário, baixar aplicativo ou lembrar de detalhes complicados — bastava encaminhar uma mensagem já pronta para outro conhecido.
Esta aula faz parte de um material completo
O que você acabou de ler é um trecho de Marketing de Indicação: Faça Seus Clientes Trazerem Clientes — material com 18 capítulos que seguem exatamente esse caminho, do começo ao resultado.
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